domingo, 29 de setembro de 2013

Nas horas vagas, é assim


Para todos que analisam e tentam traduzir minha real resposta logo após perguntarem "tá tudo bem?", eis a verdade: não. Não é pela culpa tua nem minha, tão menos tua, pequeno, como pode já ter culpa de algo aquele que mal tem dentes, ou tem e eu não os ví crescer? Mais uma pontada. Durante a madrugada fria e embaçada, claustrofóbica em meu quarto, sei o quanto sou o culpado protagonista dessa novela, logo eu que nunca gostei muito novelas. Ver o vento passando depressa, levando o tempo, fazendo com que os dentes cresçam, que a vida passe, que o horizonte fique nítido. Já vejo coisas demais e já as via depois que não as vi se tornarem verdade. Se estás confuso imagine como anda minha cabeça, o que ela se tornou, o quão alto ela grita e que comandos ando obedecendo. A parte gostosa é o aprendizado. Quase não faz parte a parte que me torno covarde ao dizer que é ruim. Até por que não sei definir a parte ruim, a prova disso é essa minha definição medíocre, só palavras, tentando me confortar, me expor e chamar atenção a troco de uma boa noite de sono, quem sabe assim funcione. 
Passa tempo passa que de passa-tempo tu não tens nada, tudo ilusão, terão dias piores, melhores, mentirosos... Isso eu aprendi cedo, só que aprendi pela metade, alguns órgãos sabem interpretar com razão certas situações, no meu caso, só alguns. Ainda bem que a primavera chegou, devagarzinho ela vai deixar tudo mais bonito, que chova e alague tudo, antes que minhas lágrimas façam isso, chova e mate todos afogados e me deixe ser um trovador bem acompanhado rodando o mundo sobre um barco de papel, é querer demais?
Aos que se manterem por perto, não estejam por aqui com escudos na minha frente dizendo que tenho razão, já estou sendo sincero comigo, seja também e pergunte menos como eu estou me sentindo.