terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Drama

Pare tudo, e desse tudo, joga tudo pra cá que eu vejo se faço um câncer, como tenho feito com tudo. Eu corro corro corro, bato com a testa no viaduto, só pra perceber que não é só de braços fortes que se faz um homem, e mesmo se for, um simples menino não pode ter braços tão fortes assim, até pode mas eu não.
-Eu não.
Tinta vermelha pela casa toda e um veneno fedido pra complementar. Já chega! É hora de alguém cuidar de mim, trocar os tapetes por uns que sejam de veludo e falar uns cinquenta "calmas" por dia. Eu quase morro sem ar, ou do coração, ou de sede, ou de puro suicídio mesmo. Puro suicídio mesmo. É a calma, que não combina comigo mas que vem assim mesmo, pra criar problema, inchar meu câncer, roer meus ossos, e faz tudo isso com a maior calma do mundo. Ingrata! Vadia! Vai embora vai! Me deixa morrer depressa, como eu me propus a morrer, sem ninguém, com a cabeça a mil, causando sofrimento em tudo quanto é gente que eu nem me lembro o nome.
E não to com a menor paciência pra lembrar.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Amor dividido por três, às vezes quatro

E pra que se desviar, parar ou pular de um abismo? Não, não, não... Ficaremos aqui. Ficaremos contigo, Amor! Aliás, o que é o amor? Onde é que ele tá quando eu mais preciso dele? Morre amor, se fode, me arrasta contigo pro céu ou pro inferno. Me sequestra pra torre mais alta e se quiser, pode me acordar com surra de pau de mole, tu pode, tu é o amor, tu traduz o sentido da minha existência. Motivado por ti, escravizado por ti, apaixonado por ti! Seu idiota! Não! Eu não quis dizer isso não... Na verdade eu quis sim, mas eu vou mentir pra você, eu vou mentir pra você saber como é que eu me sinto.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Já daqui, da terra paradisíaca que foi vista:

Geminiana, branca azeda, linda, pele de seda, mandona, peituda, charmosa e firmeza, não nego, me apego, te quero, espero, sorriso, me atiro pro seu mundo discreto.
Ela é tão linda, não me canso, tão linda. Aqui, enfim, mesmo que ainda no raso, estou, mais uma vez, diferente, mas sem deixar de ser. E eu já sabia, eu quis, me arrisquei, pulei do precipício até aqui e caí em plumas. Não. Caí num sofá macio, mas o que importa é que estou vivo. Como se ela pudesse ser o amor de qualquer vida. Mas e eu? Eu sou só um vilão que flerta, que já podia ter te perdido várias vezes, um mero bobo da corte, louco, bandido, chorão, inconsequente e principalmente apaixonado... 
Mas nós, eu e tu, meu amor, somos escola de samba, somos um nó de escoteiro, somos o que quisermos, somos gozo, arrepio e frio na barriga, somos imprevisíveis, somos Brad Pitt e Jolie, somos velhos e até somos meio engraçadinhos.