terça-feira, 31 de julho de 2012

Sem começo, meio e fim.

Passei esses dias dando cada passo torto, mas era só de vez em quando, pra só mudar minimamente o meu ponto de encontro.
Eu me encontrava e partia inúmeras vezes sem saber onde era melhor me abrigar.
Não achei abrigo, talvez tenha achado umas sombras.
Acabei vendo que os braços que eu chamaria de abrigo estão em outros carnavais.
E eu aqui.
No meu carnaval um pouco quadrado e sem muito em volta.
Mas tinha muito por dentro.
No bolinho de gente.
Te levaria pra dentro da roda mais bonita, ou a que combinasse mais com você, dá na mesma, e lá me tornaria rei dos seus quadris.
Que linda dança, pude vê-la várias e várias vezes.
Você estava linda com todos aqueles vestidos, tons de pele e penteados descabelados.
Achei uma meio diferente de você.
Ela até que ficou.
Mas estava só passagem e passou.
Tudo bem, assim meus pensamentos não se dispersam.
Embriagado por aí com os pensamentos pousando sempre no mesmo lugar.
Lugar longe esse.
Numa dessas cachaças acabo te pedindo em casamento com umas letras a mais ou a menos, vai depender do que eu bebi.
Um pouco de sossego garçom, sem gás.
Tem como mudar o canal?
Tem?
Droga... tem...
Não mude.
Eu não quero.
Vamos ver até onde isso vai.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Diário de um bêbado


  • vcoltys
  • ah nsm
  • avila logom aí
  • iksjbh
  • me ´daum beijo
  • vvaralho
  • eu to muito bebado
  • oi
  • tchau
  • vicÇeé ytão çinda

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Virei um escravo

Graças a tua ausência, meus sentimentos começaram a gritar 
Inchiridos... 
Tem sentimento aqui que mal chegou e já quer mandar em tudo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Fiz pro ensaio de terça

Eu estava em êxtase.
Suando álcool. 
Hipnotizado pelas luzes e descobrindo novos motivos que me fazem desejar uma mulher. 
Ah, as mulheres... 
Esquisitas mas tão sedutoras. 
Meu corpo não queria ficar parado. 
Meu coração batia forte. 
Eu estava feliz, muito feliz. 
Estava com as pessoas certas, na hora certa, bêbado na medida certa. 
Eu ficava olhando tímido aqueles cabelos dançando de todos os lados. 
A música foi me contagiando. 
Entrei na roda. 
Puxei uma, puxei outra, puxei um, puxei outra. 
Eu me sentia completamente seguro, não tinha como eu errar, o que era erro logo era moldado e virava arte. 
Parecia ter um imã entre minha boca e a boca das bailarinas. 
Mas eu me podei, deixei o imã do lado oposto, me comportei, quem sabe depois. 
Botei minha coxa entre as pernas alheias. 
Senti de perto o cheiro de cada pescoço feminino. 
Parei um pouco e pensei nela. 
Linda.
"Onde ela deve estar agora?" "Será que ela ta pensando em mim?".
Mas eu não estava alí pra isso, eu estava na roda, vamos dançar. 
Abraços amigaveis alí, uma dose aculá. 
Um "eu te amo" pra cá, outros pra lá. 
Samba, ragga, axé, funk, zouk, forró, tudo. 
Meu pé começou a doer... 
Tudo bem, a festa já estava perto do fim. 
Pra mim... 
Peguei carona. 
E estava com um sorriso no rosto, não pensava muito no mundo. 
Eu não pensava em nada.
Eu só olhava brasília e ficava feliz. 
Cheguei em casa e fiz coisas que um bêbado faz diante de um computador. 
Enfim. 
Tem muita coisa que eu não lembro ou que não me lembro agora. 
Só sei que capotei.

Eu ponho título depois que a história acaba

Vamos. 
Ponha o pijama, fume um cigarro, pegue a água, ponha o cinzeiro no banheiro, feche a porta, feche a porta direito, apague a luz e acenda o abajur, ligue a televisão, deixe no modo "sleep", mergulhe no seu mar de edredons calorentos e tente não lembrar de mim.
Não deu muito certo não é? 
Eu sei como é.
O que é meu agora é meu.
O que é seu agora é seu.
O que é Meu e Seu vou passar a chamar de Nosso por enquanto, é menos poético.
Um dia pretendo chamar de Bons Tempos.
E foram, que fique claro.


Sabe o que eu acho?

Coisas perdidas...

domingo, 22 de julho de 2012

Primeiro amor

Intenso. Muito intenso. Mais intenso do que realmente era. Hoje nós dois sabemos disso.
Te deixei pegar o ônibus e ir embora. E você foi. Tudo escureceu. Os tempos de piquenique no parque da cidade se foram, se apossaram de outro(s) casais. E pra matar o que estava me matando fui te buscar em outros corpos e acabei achando coisa muito melhor por lá, outras idéias, outros lábios, outros olhares, outras unhas pra arranhar minhas costas.  
Lá vem aquele papo de promessas em vão. Que vida doida. Tente chamar minha atenção agora, pra ver se sou realmente eu, -não crie expectativas- aqui o celular pega. O que está esperando? Talvez seja eu que esteja fora de sinal.
Nesse tempo eu não sei por onde você andou, a quem se entregou, por quais motivos você riu, o que andou bebendo, não sei de nada. Quem é você? O perfume que você usava deve ter acabado, talvez seja isso.
Encontrei uma rota pro amor, levei as malas pro fusca lá fora, no teu corpo eu fui chuva, te deixei voltar a fazer o meu feijão pra eu lavar a louça mas infelizmente desaprendi a ser nós dois pra ser eu mesmo e não é de hoje.
Melhor assim. Melhor aqui.
Se um dia você se encontrar com aquela simples menina dos olhos d'agua, diga que é ela que eu amo. Não você. Eu acho.

Como pode eu não sei,

Mas agora eu serei peixe e você será o lado de fora da água fria.

Nessa noite,

Só me faltaram os teus quadris.

sábado, 21 de julho de 2012

Não me leve a mal...

É que eu te escrevi em uma linha só. Já é o bastante.

Achei aquela presilha preta

Você, com a minha ajuda, se fez fria e distante.
É agoniante passar por você e sentir arder a ferida, que nem arde por saudade ou por qualquer tipo de "vazio" deixado e sim por ter escrito o final de qualquer jeito.
Que nem esse texto.

Paraíso.

Onde nada foi, um dia será. Será?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Meu e seu particular. Sei lá.


"Descartar Rascunhos.

Estou tão fraco. Com tanta vontade de sumir daqui. Tão sem motivos para chorar, mas sem conseguir impedir os soluços. Tão vazio de sentimentos, e ainda assim, tão à flor da pele. Preciso tanto te mandar embora. Preciso mais ainda que você me deixe. Que não volte, desapareça. Eu não sei para onde eu fui, nem como me reencontrarei. Mas eu só peço que, por gentileza, você se vá. Não fantasie ou ritualize qualquer tipo de despedida. É desnecessário, e masoquista, dar atenção a algo que não vale mais à pena. Que passou, e só nos tirou do eixo. Sentirei sua falta: ou algo outro que cause uma qualquer-turbulência. Alguma coisa que não nada. Algo que me faça estender os braços e pedir aos céus por uma explicação. Foi-se o tempo. Principalmente o nosso. E, com ele, a vontade de ser mais e melhor. Eu, antes, percebia o desenho das nuvens, o orvalho, o canto dos pássaros. Antes eu escrevia sobre coisas belas, sobre as coisas todas. Nada me escapava. Eu ficava de pé e o mundo levantava para me aplaudir. Ou apostar qual seria o lugar mais adequado para uma cicatriz futura. Eu conseguia me colocar de pé independente do que se apoiasse em minhas costas, me puxasse pelos cabelos, segurasse meus pés. Eu sinto falta de mim! E não é de hoje. Até então não conseguia reagir. Perceber-me em falta comigo mesmo foi o que induziu este coma. Esta reclusão. Perceber-me não mais obstante a minha falta em vidas alheias, mas tão condizente com isto, que ausente, inclusive, comigo. Eu me satisfiz, por anos, em poder seguir atrás das migalhas que você deixava cair pelos seus próprios caminhos. Não quis, não tive - já não sei - maneiras de me conter. Acabei me tornando tão só que não me sentia mais à vontade na minha própria presença. Talhei meu corpo de acordo com suas lacunas. Concordei com suas ausências. Mutilei-me até aceitá-las completamente. Tantas vezes precisei explicar que, mesmo a ciência dos fatos, não bastava para me impulsionar a sair disto. Digo, daquilo. Chega um momento em que, a menos que seja impedido, a pessoa já terá entrado tanto em sua vida, que a vida que era sua, passa a ser totalmente dela. E aí você está fodido, mais do que nunca, acabado. E a culpa é, justamente, de quem jurou te proteger de tudo para sempre. Você volta a ser menino, mas com as dores de gente grande. Que as pessoas se tornem menos egoístas, espero. Que qualquer coisa flua sem precisar prejudicar nenhuma outra. Quanto a mim: "Sou como um daqueles meninos que desmontam um despertador para saber o que é o tempo", e que desmontam um boneco para saber o que ele sente por dentro. Sei que nunca mais deixarei de ser-me. Que nunca mais me deixarei por preferir um outro. Que nenhum encontro será por acaso. E que nenhum amor verdadeiro será 'por enquanto'."

Fonte: www.comascartasnamesa.blogspot.com

terça-feira, 17 de julho de 2012

Não existe "não ver o tempo passar" quando você quer que ele voe.

Viajou.
Sem mim.
Foi isso que você fez.
Só isso. 
O que não é nada demais.
Nada demais até inventarem a saudade. 

"A saudade engana tão bem que parece amor." - Fabrício Carpinejar.

É engraçado como você pode ir, dizer sim, dizer não, não dizer nada se quiser. Você pode, tem todo direito. Meu papel é te olhar, me encantar e perguntar se você aceita um copo d'água.
Já não é a primeira vez mas eu sonhei com você, você finalmente chegava, saía do elevador e vinha desfilando pelo corredor até minha porta. E eu, enquanto te elogiava pra mim mesmo de olhos fechados e deixava minhas mão passearem, te beijava. Pausa pro brega, silencioso e sincero momento olho no olho. Silêncio. Só aí quis saber os detalhes da viagem. Fim.
Aliás, eu ando me mexendo muito enquanto durmo. Quando durmo. Deve ser a cama me pedindo pra deixa-la como você deixou antes de ir.
Ás vezes tento me distrair com boemia e suas regalias. Porém. A cachaça com sua fama de amenizar a dor saudável de uma boa lembrança, dia dez por exemplo, está quase sendo processada por propaganda enganosa.
Eu não sei o quanto disso sou eu e não sei o quanto disso é você, queria saber em que lugar disso é "a gente". Mas aí já to querendo saber demais também. Perderia a graça.
Eu não posso fazer nada além de esperar e ler o que você anda escrevendo. Triste história. Esperar vira sinônimo de soda cáustica.
Os dias ficam longos.
Mas tudo bem...
Não se preocupe, eu estou pensando em você.
Você não precisa dizer o que está pensando, já me acostumei com isso, só peço que faça um barco de papel com todos os guardanapos, panfletos e notas fiscais que achar, assim fico mais tranquilo.
Até a vista.

Noite de Quintas.

Eu passo aí depois beleza?
Beleza.
22h
Chegou.
0h
Conversa, prensa, abre mais uma. Só papo bom.
Mas como tudo que é bom dura pouco: a cerveja acabou.
3:03h
Tô com fome.
Vamos comprar mais 6 cervejas e ir pro Mc?
Porra, 6 cervejas?!
Tá, só 4.
4 é bom.
É porque eu bebo pra ficar bêbabo não pra gastar dinheiro.
Eu intendo.
A gente vai e volta rapidão.
Vamo nessa.
Foram. 

Antartica, Stella, Heineken e Heineken.
O Mc ta fechado.
Tem o subway.
É, vamo pro subway.
Lá a gente pode parar e conversar.
Dito e feito. Conversaram, conversaram, conversaram.
"Acho que ia dar certo"
Comeram.
Conversaram.
Mijaram no mato.
5:15h
Vamo pra um lugar ver o Sol nascer?
Sério?

É, eu sei um lugar legal (só não sei como chega lá)
Então demorou.
Procuraram. 
Não acharam.
Vamo pra prainha?
Vamo.
O Sol nasceu. Pro dia nascer feliz.

Uma visão inesquecível. O simples imaginar me fazendo arrepiar.
Olho no olho: "Você é linda" é o que a gente quer dizer.
Dois apaixonados pela vida e pelo o que ela tem a oferecer.
6:40h
Vamo embora?
Vamo... vamo tomar café em algum lugar?
Claro!
6:55h
Um misto e um "chocolate quente" de 300.
Um misto com ovo e uma água sem gás.
7:20h
Boa noite.
7:35h
Terminei de escrever.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

KÖIZEEÑADAWYDA


"O Homem Cor-de-Rosa


Ele era um cara esquisito, gostava de um fio-terra
Se ligava em hidratantes e nas coisas do coração
O importante em seu quarto era a decoração
Curtia Lulu Santos, Adriana Calcanhotto e programas como Malhação

Um dia, no intervalo, uma chamada lhe chamou a atenção
Um menino como um penduricalho no carro, se arrastava dentre a multidão
Tirando a enxurrada de sangue o que viu achou uma curtição
Pois onde faltava pele ficava um tom pink, tudo de bom!

Pediu para o seu "parceiro" fazer-lhe então um favor
Acompanha-lo ao banho para provar seu amor
Foi assim que com um pouco de soda cáustica e bombril
O rapaz se tornou a biba mais rosa desse Brasil

O problema foi o desconforto naqueles primeiros dias
Pois ai invés do vibrante rosa seu corpo ficou totalmente coberto por casquinhas
Ouvia gritarem "cocozão" toda vez que passava um carro
Porque com aquele aspecto parecia que Deus tinha pago um barro

(refrão)
Por isso eu digo:
tem males que vem pra bem, por mais que possa arder e seu corpo fique parecendo um cocô gigante
É essa gente insensível não sabe mesmo o que é ser elegante
Existe sempre uma alternativa para mudar esse mundo obscuro
Se você é uma borboleta, a casquinha de ferida é seu casulo
Seja rosa
Seja rosa
Seja rosa"

Fonte: http://coisinhadavida.blogspot.com.br/

domingo, 15 de julho de 2012

Entre quatro paredes.



 "O inferno são os outros."
                              Sartre.



Piegas

Desliga você.
Não, desliga você.
Ah... desliga você vai.
Vamo assim, no três tá?
Tá!!
1...
2...
3...

*Silêncio*

Você não desligou né?
Você também não?
Não.
Por que não?!
Porque não uai!
Ah que saco você.
Acho melhor a gente dar um tempo.
É! Tchau!
Aff

*Tu tu tu*

Hipopotomonstrosesquipedaliofobia

Difícil.
Por um momento eu pensei que nem ia conseguir.
Silêncio.
Parada de ônibus.
Que susto bom.
"Desculpa".
Desculpa?.
"..." .
Tchau.
Dia seguinte.
"Então?".
Deixa do jeito que tá.
É.
Dia seguinte, carro.
Dia seguinte, carro.
Dia seguinte...
Etc.
São paulo, Rio de Janeiro.
Saudade?
Já?
Ah qual é?
Rio de Janeiro.
Escondido.
Praia.
Noite.
Lua.
Nós.
Cigarro.
Dejavu.
"Bem que você falou."
Portaria.
Corredor.
Elevador.
Cerveja.
Cigarro.
Cigarro.
Almoço.
Carinho.
Barcos de papel.
Empaca foda.
Festa.
Caipiroska fake.
Cerveja cara.
Pra fumar um cigarro demorava 1h.
Cambaleando pelo calçadão.
Morri.
Como assim morri?
Sou um merda.
Arpoador.
Cigarro.
Sai daqui. 
Agora sim. 
Nós. 
Só. 
Eu podia estar lá até agora... 
Tchau. 
Um dia pra pensar.
Aeroporto. 
Ensaio. 
Carona. 
Quer subir? 
Não. 
Boa noite. 
Enfim...
Teatro. 
Que ironia. 
Nós. 
Cinema. 
De vestido? 
Que maldade. 
Quer subir? 
Não. 
Boa noite. 
Triste história.
Dia 9. 
Alguém que conheci. 
Cólica. 
Cigarro.
Sarou. 
Barzinho? 
Não não, melhor que barzinho. 
Melhor que Londres, disseram. 
Exagerei na bebida. 
Constrangimento. 
HAHAHA.
Consegui. 
Fogos de artifício. 
Dia 10. 
Última memória. 
Ótima memória. 
Despedida. 
Despedidas*. 
Crepe. 
Tchau... 
Tchau...
Tchau. 
Foi pra longe. 
Bem longe. 
Esquecer? 
Cê é loca mina? 
Té parece... 
Espero. 
Saudade. 
Já? 
Já, admito.
"Até a vista"
"Até."

sábado, 14 de julho de 2012

E se eu paro pra tentar fazer uma música,

"Menina
      Tua ginga é
           Meu dicionário de rima."
(Caetano maia.)

Indecifrável Geminiana





Escrito dia 24/06



No carro,
cedo demais pra ir, tarde demais pra ficar.
Na minha vida,
tarde demais pra ir, cedo demais pra ficar.

Você me deixa mais perdido que filho da puta no dia dos pais.

Depois de muitas voltas que o mundo deu.

As coisas mudaram. E como mudaram. Como mudaram?
E nesse tempo, o que foi que eu ganhei?
Cicatrizes na pele, coração cheio de feridas e uma vontade incontestável de sorrir.
"Quer mais alguma coisa senhor?" 
"Me traz um merthiolate e essa menina de volta o mais rápido possível.
O sorriso você embala que eu vou levar pra viagem."