Passei esses dias dando cada passo torto, mas era só de vez em quando, pra só mudar minimamente o meu ponto de encontro.
Eu me encontrava e partia inúmeras vezes sem saber onde era melhor me abrigar.
Não achei abrigo, talvez tenha achado umas sombras.
Acabei vendo que os braços que eu chamaria de abrigo estão em outros carnavais.
E eu aqui.
No meu carnaval um pouco quadrado e sem muito em volta.
Mas tinha muito por dentro.
No bolinho de gente.
Te levaria pra dentro da roda mais bonita, ou a que combinasse mais com você, dá na mesma, e lá me tornaria rei dos seus quadris.
Que linda dança, pude vê-la várias e várias vezes.
Você estava linda com todos aqueles vestidos, tons de pele e penteados descabelados.
Achei uma meio diferente de você.
Ela até que ficou.
Mas estava só passagem e passou.
Tudo bem, assim meus pensamentos não se dispersam.
Embriagado por aí com os pensamentos pousando sempre no mesmo lugar.
Lugar longe esse.
Numa dessas cachaças acabo te pedindo em casamento com umas letras a mais ou a menos, vai depender do que eu bebi.
Um pouco de sossego garçom, sem gás.
Tem como mudar o canal?
Tem?
Droga... tem...
Não mude.
Eu não quero.
Vamos ver até onde isso vai.



