Eu estava em êxtase.
Suando álcool.
Hipnotizado pelas luzes e descobrindo novos motivos que me fazem desejar uma mulher.
Ah, as mulheres...
Esquisitas mas tão sedutoras.
Meu corpo não queria ficar parado.
Meu coração batia forte.
Eu estava feliz, muito feliz.
Estava com as pessoas certas, na hora certa, bêbado na medida certa.
Eu ficava olhando tímido aqueles cabelos dançando de todos os lados.
A música foi me contagiando.
Entrei na roda.
Puxei uma, puxei outra, puxei um, puxei outra.
Eu me sentia completamente seguro, não tinha como eu errar, o que era erro logo era moldado e virava arte.
Parecia ter um imã entre minha boca e a boca das bailarinas.
Mas eu me podei, deixei o imã do lado oposto, me comportei, quem sabe depois.
Botei minha coxa entre as pernas alheias.
Senti de perto o cheiro de cada pescoço feminino.
Parei um pouco e pensei nela.
Linda.
"Onde ela deve estar agora?" "Será que ela ta pensando em mim?".
Mas eu não estava alí pra isso, eu estava na roda, vamos dançar.
Abraços amigaveis alí, uma dose aculá.
Um "eu te amo" pra cá, outros pra lá.
Samba, ragga, axé, funk, zouk, forró, tudo.
Meu pé começou a doer...
Tudo bem, a festa já estava perto do fim.
Pra mim...
Peguei carona.
E estava com um sorriso no rosto, não pensava muito no mundo.
Eu não pensava em nada.
Eu só olhava brasília e ficava feliz.
Cheguei em casa e fiz coisas que um bêbado faz diante de um computador.
Enfim.
Tem muita coisa que eu não lembro ou que não me lembro agora.
Só sei que capotei.
Nenhum comentário:
Postar um comentário