- Eu não me espantaria nem um pouco se mais uma vez fosse você a protagonista do que quer que seja que eu queira escrever. É a falta de cansaço.
- De mim?
- Sim, de você, não me canso nem por um ouro branco. Nem por uma tequila. Por fim estou aqui, a seu dispor, meu amor.
- Uau! Disposto a aprender a fazer um tsucarrara só pra me ver deslumbrada com isso?
- Disposto a te fazer sorrir pelo menos uma vez amanhã.
- Ah, como é brega o seu amor.
- Viu? Eu não disse? -eu talvez não- mas você disse, agora mesmo, não disse? É amor, não é? Eu sabia que era.
- Hã? O que você sente?
- Que sem você é muitas vezes mais chato viver.
- Brega de novo.
- Que tal ressaca?
- Ressaca?
- Você perguntou o que eu to sentindo e eu digo que estou sentindo uma ressaca insuportável.
- Ah tá. Ressaca é melhor. É mais "contemporâneo" e menos brega, mas ainda é brega.
- O que?
- O teu amor.
- Ah... você pode dizer mais vez?
- O que?
- Que eu te amo.