Sobrou só um espacinho, mínimo, insignificante, pra você ir embora, cheio de armadilhas no caminho. Não sobraria nada. Saí em um tosco cavalo branco só pra te impressionar, caí desse cavalo umas quinhentas vezes e você continuou olhando fixo, abrindo crateras em cada parte do meu corpo que eu seu olhar ousava ficar... E eu sangrava, sangro até ficar branco, pálido, implorando mais sangue só pra sangrar mais um pouco, só pra respirar ofegante, pra me faltar elogios saltando a boca. Aquele menino que já teve ânsia de vômito com cheiro de cigarro hoje, apesar de não ser, se chama de homem na sua frente, se pões de joelhos e lhe promete o mundo, um restaurante móvel, ferramentas de confeiteiro, um filhote de bicho preguiça, ir bem longe, tão longe, tão alto, pular no buraco mais sem fundo que a gente encontrar por aí e ir flutuando, calmos, até, quem sabe, chegar no fundo. Estou e estarei aqui. Em paz e contigo, meu amor.
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