sábado, 8 de dezembro de 2012

E olha que são 4:33h da manhã.

Aaaaaah! Eu to entrando em depressão, não sei de onde vem, nem quando vem, mas é que minha vida não aguenta esse turbilhão de emoções, sensações, gritos, filhos. E eu choro, sem hora marcada, mesmo depois de um dia cheios de unicórnios saltitantes, todos em vão, choro feito um menino de 6 anos, por medo talvez, falta de proteção, um colo que ficasse até eu dizer chega ou por saudade do mar e da calma que ele me traz. Mas essa maré parece que não baixa nunca. Não culpo ninguém e nem quero que ninguém sinta pena de mim, só estou passando o tempo, usando o espaço que eu tenho até que as lágrimas da vez sequem. Paciência. Tem dia que eu só quero passar horas no seu colo recebendo um cafuné, literalmente.
Boa noite minha linda. Obrigado.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Traga o pandeiro

Aqui, onde tudo não passava de um tímido samba só de cavaquinho e cuíca, é onde hoje afasto as cadeiras, as mesas, as roupas e lhe apresento essa passarela, te convido a sambar com o sorriso no rosto, essa é minha troca, teus beijinhos na minha orelha me arrepiando em troca do seu direito de desfilar na minha grande avenida de carnaval.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

De fato é

São os detalhes que me decompõem, que me deixam nu: o escorregar da mão no peito, o tiro certo no pescoço, o esfregar de tudo, a massagem espontânea, teu signo, os breves sorrisos de um segundo. Gosto do cheiro, do beijo, do sexo, gosto de quando faz carinho na minha mão no sinal vermelho, de quando me arranha, de quando desliza, de quando olha pra trás, gosto de sentir frio, sentir inseguro, ironizar os fatos, gosto de ouvir o porteiro dizer seu nome, gosto de cerveja, de não decifrar, de domingo nublado, do gostinho de quero mais...
Pega e aproveita, porque eu gosto de tudo mas gosto ainda mais você.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

status

Não tem jeito. Algo existe. Algo que me deixa em paz. "Que me faz acordar absorto em excessos próprios." Algo inconveniente também. Mas existe. E é bom. Existe também um certo bloqueio, uma malaxofobia, um chega pra lá mas que logo contrasta com o vem mais pra cá. É excitante. É sem pressa. É indiscutível. É arriscado e frio. É dois. Dizer que sei onde estou é cedo. Pra fugir, já passou da hora. O que importa é que você me faz bem. Me fez bem. De repente. Lá estava ela, desconhecida, se apossando de lugares que ela nunca foi chamada, arrumando e decorando tudo do seu jeito e no seu tempo. Santa Maria da precisão. Acertou em cheio, e eu nem vi, quando vi era tarde, pisquei o olho e já estava em outro lugar. Maldita paixão, mal posso ver seus movimentos. Eu fiz a minha parte, atirei sem dó, de metralhadora, eu tremia enquanto atirava. Ainda hesito. Escolho o que dizer pensando demais até demais. Me escondo e depois me pego com cara de mongol pensando: por que estou aqui? Não faz sentido me esconder. É perda de tempo...
Voltando ao presente... Está acontecendo um temporal, forte, forte mesmo, acho até que você vai me deixar quando perceber o mau tempo. Será tudo que eu menos preciso. Qualquer tipo de reação é completamente aceitável. Não tenho mais o que dizer agora, estava só amaciando o terreno. Minha cabeça anda a mil. Explodindo. Estou completamente sem ter onde pisar. Melancólico pelos cantos com razão. Desesperado. Tomei um tapa, servido. Ainda boquiaberto. A ficha não caiu. Aaah! Preciso respirar.
Sinceramente... Ainda bem que você existe.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Curiosidades

Comecei a escrever inspirado na saudade que eu sabia que ia sentir de você
Dos lábios até pescoço, me limita ou sou eu que me limito até aí. Me conforto querendo mais, sempre mais. Então não é conforto. É que se ta bom pra você sempre vai estar bom pra mim. Consegue entender? Não sei porquê.  E me excita quando quero. Sem querer. Não lhe supro as expectativas, pois me falta espaço. Daqui a catorze dias fazem quatro meses que fui agarrado. E mesmo sem espaço tu me faz ficar sem ar. Teu olhar, assim, de pertinho, anula qualquer pensamento que me faça querer ir embora. Essa inconstância até que tempera mas é masoquista, gera problema, e o problema agora é que às vezes te amo, calado te amo, sozinho, quem sabe, às vezes, se pá, sim, te amo. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

É o frio. É o vazio. É a falta de um passo largo. De um "oi" arroxado. Ou de um "boa noite" sofrido. De um querer bem. De exposição de saudade. De mata-la descaradamente. De um elogio espontâneo ao pé do ouvido. De lhe dar amor, como os das novelas. De escrever teu nome no box do banheiro. De saber o nome inteiro da sua mãe. De lhe abraçar na varanda e deixar nossos olhos fechados, nossa imaginação e os teus cabelos dançarem uma valsa com o vento numa madrugada fria.  É tempo. Tempo demais. Tempo demais até aqui. Tempo de menos pra dizer aonde ir. Tire os sapatos. Se esfrega em mim feito uma esponja áspera. E isso é uma ordem. Me dê arrepios. Vem. Nem com pressa de mais, nem com pressa de menos. Faz assim: vem devagarzinho mas promete ficar até mais tarde quando chegar? Traz qualquer coisa só não esquece do sorriso. E de me olhar fundo. E de me pressionar na parede. E de me beijar forte. E de... 
(...) 
Quanto passarinho lá fora. Que rosa linda. Eu nunca tinha analisado o horizonte da minha janela. As nuvens... A silhueta daquela árvore seca. Quanta coisa bonita. É cedo pra te incluir nessa lista? Existe um tempo mínimo pra começar a amar alguém? Que absurdo. O amor não vem com o tempo. Ele vem com nada. Ou vem com tudo. Ou simplesmente não vem.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Por ti

Te olho
teu olho
No apego
me envolvo
Me espera
de novo
Sem ela
eu sofro
Com ela
explodo
Quisera
só um pouco
No peito
um soco
De tudo
sei pouco
Concluí que sou louco

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Até agora é só um botão

O que me incomoda, é esse excesso de reticências. 
Eu não sei até quando vou aguentar ficar calado, 
é tudo tinta vermelha, 
pense bem no que tu quer antes de me olhar tão assim no olho
Não sei que medo é esse...
De minha parte, nenhum.
Eu de cá, tu de cá também, já chegou a primavera 
É tipo estar indo e o sinal fica amarelo, ou continua ou para

domingo, 23 de setembro de 2012

Tirem daqui esses malditos alfinetes do meu peito que nem meu masoquismo os aguenta mais

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ei morena

Melhor fica difícil dizer
Mas é mais saudável assim
Tu de lá e eu de cá

Pra cada beijo, uma Bossa Nova

Naquela última vez houve um arrepio um pouco diferente, um olhar tão profundo que seria possível te deixar nua com ele, uma espécie de câmera lenta no tempo, fui me rendendo ao que estava sentindo, fui cedendo, típico de um libriano, fui atingido e senti prazer em sangrar.
Lhe disse tantas coisas pra mim mesmo em um cotidiano beijo de despedida, pensei em tantas coisas que até dei um sorrisinho de canto quando escrevi essa parte. Quando fui dormir, o cobertor, o travesseiro e o colchão até deixavam o ato de dormir confortável mas faltava você entre onde você quisesse estar, na posição que não lhe desse tanto calor ou na que lhe desse mais arrepios e a partir daí durma bem fulô, ou não durma, monte em cima de mim, me arranhe com força, prometa no fim não ir embora, me abrace, por favor me abrace. 
Não precisa dizer nada, só seja sincera em cada gesto, sem medo, com gosto, brinca comigo vai, do que você quiser, eu só ponho uma única regra: se um dia eu te ver sofrer, mesmo que minimamente, por minha causa, eu me retiro imediatamente.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Tenha calma flor
Continuo aqui ao seu dispor
Não chore, por favor
Triste vai ser quando você me trocar pelo Arpoador
Me visite se lhe faltar calor
Jamais tenha dúvidas de que foi amor
saiba que minha única dúvida é se o vinho que você não gosta é Malbec ou Merlot

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

domingo, 16 de setembro de 2012

Fora de lugar

Conheci
Tu com teu lindo buquê

Apareci
Te inventando um porquê

Consegui
Só desfilar e tu me ver

Lhe induzi
A fazer acontecer

Resolveu sair
Na esperança de crescer

Me deixou aqui
Sabendo o que é ter saudade de você

E quando voltou
Já nem era tão isso

Mas continuou
Me fez pecorrer teu risco

Ficou
E se deitou em minha cama

Silêncio
Meu toque te grita, tua boca se acanha

Não canso
Me mostro no que tiver pra mostrar

Mariazinha não toque em nada, 
prefiro assim, fora de lugar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Quando fui ver, era Geminiana...

Cresçam dinossauros no estômago! Mostrem o que vieram fazer aqui e porque foram comparados a delicadas borboletas. É que tua ironia, teu olhar sei lá que ângulo e teu meio sorriso me devoram, sem delicadeza, de dentro pra fora. Sabe um monte do complicado mundo e tão pouco sabe de mim, das legendas de cada caras e bocas que faço, de como sou medroso no jantar e corajoso nas ruas, alegre quando pulsa e infeliz com a rotina, rei dos foliões e bobo da corte dos meus amores e também de ti. Sou também louco apaixonado. E só louco também. Não acredito em Deus nem no silêncio. O silêncio conversa, se funde, vira música com direito a solo e tudo. Faz trilha sonora pro beijo que lhe dou na coxia enquanto o diretor fala e grita no meu ouvido na hora de dormir me fazendo pensar que eu poderia ter ficado mais um pouquinho no carro. Não corro de ti, se for pra ser embaralhado assim, que seja assim e não tenho o que reclamar pois quem ta enrolada é você que tem assento preferencial na minha cabeça que tem cada dia mais assentos preferenciais pra te acomodar melhor,  pra se o Sol estiver muito quente de um lado, tem um assento na sombra fresquinha, pra você ficar quietinha enquanto penso em você, fique aí, fique aqui, pode até ir dar uma volta por aí mas já é tarde, tua caminhada me causará ciúmes, volte. E fique. Não tenha medo, e não se cobre, não quero ninguém pra me fazer feliz, não preciso de ninguém pra isso. 
Só te quero, porque quero, por querer.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Me falta um colo

Amores que não acabam, 
só se dão por incompleto, 
e eu os carrego num órgão chamado baú, 
não com desapego, 
e sim com disfarce, 
eu sou ator, 
andar por aí sorrindo é fácil, 
difícil é deitar e simplesmente dormir.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tenha dó de mim

     Hoje em dia não se precisa de muito pra ter uma insônia. Hoje, com mais e com menos, me revirei um pouco criando teorias de "porquês" e soluções pra evitar soluços. Pois tu me deixou aqui, à beira do abismo, boquiaberto te olhando. Pode passar o próximo amor da minha vida com uma melancia na cabeça que será em vão. Assim como muitas coisas vem sendo, e eu as vencendo. Não to dizendo que você é o amor da minha vida não, nem que não é, afinal, qualquer um pode ser. 
     Ai menina, tu nem imagina o bem que me faz ser motivo de um pequeno sorriso teu e receber um beijo espontâneo. 
Carteira, voo, celular,  isqueiro, óculos, aquele número, dinheiro... Nesse ritmo acabo te perdendo também, tadinha da minha saudade, que já tanto escreveu pensando em você. 
Tadinha da calma, que fica inquieta quando te vê. 
Tadinho do verso, que eu fiz só pra te ter. 
E tadinho de mim, me ver sem você...

sábado, 8 de setembro de 2012

"06/06/2010"




Publicado dia 7 de dezembro de 2010, por ela.

"É tão difícil transpor para palavras a felicidade inédita que você tem me trago a cada dia mais; é tudo tão sem dimensão e incrível que seria quase injusto resumir em simples argumentos. Porque, afinal, argumentos são abstratos demais para a realidade desse amor que quase não sabe dentro de mim.
Enfim. No domingo você só perdeu o trauma e, claro, com noventa por cento da minha ajuda (rs). Pra mim, o primeiro passo foi dado a seis meses atrás, quando mesmo sem saber, demos início a história linda e sólida que hoje encena a maior felicidade que já vivemos. Foi como sorte. E essa pode não ser uma das melhores explicações, mas é a mais clara para o que nos aconteceu… Tanta alegria assim só pode ter vindo como presente. E que presente!
Você é a parte essencial da minha vida, dos meus objetivos, do meu orgulho. Estar nos seus braços só não é tão bom quanto te ter comigo, só pra mim, a qualquer momento e quiçá pro resto da vida.
Eu devo ter sido sua desde o primeiro dia. Mas foi no nosso mundo que o amor se manifestou. E é isso que sou; agora e até quando puder.
Obrigada por tanta felicidade, tanta pureza, tantos desejos e tanta paz. Você sim é o que eu preciso. Meu caminho, meu meio e insentivo.
Todo o amor que existir dentro de mim é teu, e que a nossa linda sorte nos permita vivê-lo até que não hajam mais meses para contar! Eu te amo, inexplicávelmente."




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hai lá em casa

Menina cor de café. 
Com leite, com açucar. 
Açucar pra dar e vender. 
Doce como... 
café com leite com açucar. 
Pensasse melhor antes de dizer que se sente bem comigo. 
Agora corre, 
agarra, 
derruba, 
dá tempo, 
diz que é teu e vê se enche ele do seu beijo pois os outros já lhe causam ânsia. 
De longe, me acomodo em toques macios e secundários aos teus olhos e logo te quero longe daqui,
de perto te quero perto, quase me atravessando,
dizendo ofegante que me deseja e prometendo não fugir mais de mim. 
Ah... imagina só, ter o prazer de me reapaixonar todo dia olhando você por seu nariz vermelho. 
Minha vontade é anotar seu número no meu braço
ficar muito bêbado
e te ligar. 
Só pra ver o que acontece.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Querubim

Eu não sei como vão as coisas. Não sei. Deixo tudo nas mãos do que entendemos disso, do que você entende. Blackout, mãos na frente, sou treinado e ando muito bem assim mas. Porra! Ela me enrola e depois se enrola comigo, "diz" que me quer e passa dias sem me dar bom dia. "Tudo bem, os fatos amorosos são atemporais e circulares". Sem pressa. Passa por cima de tudo e de mim. O fato é: eu sou seu, não tenha dúvidas disso. Pode brincar. Pega com firmeza. Me conta um segredo. Não estaciona em fila dupla, tem uma vaga bem alí. 
Pois agora já é simples, já é bom, já é dois.
Já é tarde, fique.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Não basta só ter ritmo, tem que saber dançar sem olhar pro pé.

Me preocupei tanto em não pisar no pé,
no dois pra lá dois pra cá, 
em não te deixar cair no chão 
que me deixei ser conduzido ao invés de conduzir. 
Lembro dos dois com os braços estendidos, 
ela veio girando, 
se embrulhando em mim, 
eu podia ter deixado ela lá, eu sei que eu podia, força eu tenho,
mas eu estava mais preocupado com a pose final, 
deixei ela ir se desenrolando desenrolando...
Até que me faltou ginga e ela escapuliu.
Sem mais nem menos.
Bem na hora que a música acabou.
É cedo pra dizer que tudo não passou de um sonho bobo
mas desculpa,
agora também é tarde pra isso não ser uma dor de cabeça.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

É que eu sou Libriano

De um lado me vejo simples e aconchegado, tomando iniciativa, esperando, tornando cada segundo eterno pra, no fim, quem sabe, arrancar um elogio teu. Do outro, me vejo livre e perdido ao mesmo tempo, surpreso, bajulado, com medo, explosivo, seduzido, encontrando a posição mais agradável pra mim e prazerosa pra ti. Eu fico no meio, claro como a água, "nu até os ossos" e só farei bem a mim. Por enquanto, pois não é tão simples assim. Ao querer fazer bem a mim esqueço que não sei não me apaixonar fácil. E não me julguem, todo mundo se apaixona fácil. Apaixonar-se, que fique claro. Amor é outra coisa. E desse amor que falo pertence a menina Maria que nem tem espaço nesse conto. Se de um lado vejo a moça mais bonita e de toque doce, do outro vejo a mais esquisita e sedutora. Tudo de repente, como sempre. Onde está o chão? Acabei por chorar. Ao ficar sem chão, instintivamente aprendi a voar. Flutuar, que é pra não ir muito longe. Corro pra um dos lados mas deixo sempre migalhas no caminho e sem falar muito, com olhar de paisagem, volto com fome. E não me canso. Não me cansarei até o pão acabar, até não ter mais migalhas pra deixar no caminho e me faltar vontade de comprar mais pão.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

00:02

"...Eu, que amava Maria. Que me amava também. Mas que me amando de um lado, também amava João, de um outro. Que a amava em resposta, mas que preferia jogar bola. E que numa pelada de Domingo, quebrou o joelho esquerdo e teve que operar. E então ficou de cama por três, quatro, meses, e mais uns dois anos sem jogar. Mas que nisso conheceu a Ana. Que lhe acendia mil vezes mais estrelas que Maria. Que logo depois abortou do Lucas. Que ninguém sabe como surgiu na história. Mas que depois foi preso por tráfico de drogas e o mundo quase todo ficou sabendo que existia. (...)"

Fonte: http://comascartasnamesa.blogspot.com.br/2012/07/rabisco.html

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dançamos sem pisar no pé de ninguém

Eu o conheço bem.
Nunca vi esse menino tão curioso em traduzir tuas metáforas. 
Ele nem te conhece. Mesmo. Gosta de ti assim, de graça e com direito a troco.
Ela chegou cheirando o seu cangote. Logo o cangote, seu calcanhar de Aquiles... 
Santa precisão.  
Ele acabou cedendo aos encantos dessa descabelada e não quis perde-la de vista.
Ela se manteve a mostra.
Ele fica de longe, nas moitas, com a base aberta, esperando uma pergunta empolgante.
Ela provoca, diretamente, com aquele jeitinho, depois abre um lindo sorriso e some.
Ele, ela, ele, ela. 
E Eu?
Eu? Eu só senti que precisava escrever sobre ela.

Agá

Deite-se do meu lado. 
Me mostre suas curvas mais bonitas, o seu sorriso por exemplo. 
Vamos nos carimbar na cama mais uma(s) vez(es). 
Depois pinte seus lábios de vermelho pra combinar com os meus olhos, como no dia do teu aniversário. 
Você fica tão linda assim.

Cauã e Clarisse

Eles podem sangrar o quanto quiserem mas jamais vão morrer.
Só nós dois sabemos.
Só nós dois.
Só nós.
Só.
Sozinho.

sábado, 18 de agosto de 2012

Uma carta, apenas uma carta de um coração fofoqueiro.

Hoje amanheceu dando bom dia aos passarinhos, ao porteiro, ao papel de bala no chão da rua. Hoje, uma barata passou pertinho do seu pé e ele até se assustou, mas acabou sorrindo pra ela. Hoje, chegou a conclusão de que só se chegam a conclusões com o tempo. Aproveitou o ecstasy de se sentir apaixonado e correu numa reta qualquer de um lugar lindo qualquer na esperança de se sentir confortável pra dizer um "eu te amo" qualquer. Dito e feito. Notou que tinha uma pedra no caminho. Hipnotizante. Seu nome era Maria. Guardou ela por tanto tempo, segurou essa pedra com tanta força que ela acabou morrendo sem ar e ele, coitadinho, ficou sem inspiração pra fazer uma loucura de amor. A maior loucura que fizera por amor foi olhar com sinceridade no olho de Alguém e dizer "eu te amo". Eu sei disso porque eu estava lá. Ele merecia apodrecer num hospício. Mas não foi. Mais pra frente -com o tempo- perceberia que existem várias pedras no caminho. Poupou suas lágrimas ao perceber que a solidão, pra quem vive em Brasília, é quase inevitável. Guardou elas pra um momento triste já que tal solidão vinha chegando. Chegou. Lhe trouxe uns sorrisos educados, uma malícia no seu comportamento em uma mesa de bar e sede, muita sede. Logo, ela, a Solidão, se despediu e deu o seu lugar pra Joana que o levou pra tomar um bom vinho numa varanda fria. Tinha muito vinho pela frente mas ele já estava bêbado de Joana. Então Joana foi embora. A solidão já estava estacionando no seu prédio quando percebeu que as luzes do seu quarto estavam ligadas. Também viu uma silhueta feminina. Lá estava Tereza querendo um espaço no lençol. A mais bonita e doce de todas as Terezas que ele já tinha visto. Não teve e não tem coragem de lhe dizer "eu te amo" muito menos lhe oferecer um vinho por questões de estatística. Ou simplesmente medo. Ele me contou que vai ficar por perto. Me disse também que ela é boa de cama e que se tiver um filho com ela não vai dar palpite na escolha do nome. Acho aleatório os papos que eu tenho com ele.



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Início sem meio sempre tem fim


Me diz
como é que faz um baião de dois
a medida do arroz
e quantidade de sal

Me obrigue
a não deixar pra depois
ver que um mais um são dois
ou quem sabe mais...

Mas não me deixe só         Mas não me deixe só
não vou deixar                   não vou deixar
quando te encontrar           quando te encontrar
a gente dá um nó                a gente dá um nó

Me diz
o que tu fez com meu coração
me apresentou a solidão
e a gente até que se deu bem

Então
me tire daqui
vou aprender a subtrair
da jeito que dói mais

Mas me deixe só            Mas me deixe só
vou te deixar                  vou te deixar
quando te encontrar       quando te encontrar
não haverá mais nó        não haverá mais nó

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir...
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração
Olha lá!
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo Cara Valente
Mas veja só
A gente sabe...
Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não...
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver
Nesse mundo de mágoas...
Maria Rita

Triangulo amoroso

Quando não estou contigo estou com a Saudade.

domingo, 12 de agosto de 2012

Estou calmo, deve ser só insônia.

Talvez nosso tempo tenha ido embora.
Vá com ele.
Não me pertube.
Não me desiluda.
Vá e deixe o número da sua opinião em cima da mesa, quem sabe um dia eu ligo pra ela.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mais uma declaração de amor.

Quantas vezes bagunçou meu cabelo?
Quantos sorrisos já não abri ao te ver?
Quantos lábios já me viu beijar na sua frente? 
Nos conhecemos e não é de hoje. 
Nem me lembro de quando foi nosso primeiro encontro. 
Sei que sou completamente apaixonado por você. 
Não sou o único, tenho certeza. 
Em ti, mente poluída a parte, entrei e saí.
De mim, tu nunca saiu.
Por que você mora tão longe? 
Pra essa minha saudade acumular, gritar e me fazer sair correndo pra pular nos teus braços? 
Eu vou. 
Mais uma vez.
Me sentir bem.
Não me canso nunca.
Posso passar dias só olhando pra você.
Mentira. 
Uma hora não ia aguentar só te ver e me renderia ao teu toque doce. 
Doce não, longe disso. 
"Do nosso amor a gente é que sabe...". 
E agora eu exponho ele. 
Quantas despedidas e reencontros nós já tivemos até agora... 
E mais quantas vezes vou ter que te deixar com meu coração partido? 
Se eu pudesse me mudava pra pertinho de você. 
Quase consegui... 
É melhor ficar aqui mesmo, não corro o risco de enjoar de você. 
Se é que isso é possível.
Pode ser platônico mas eu te amo, Mar.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Não quero mais falar dela(s).

Não nesse texto. 
Agora quero falar de mim. 
Dos meus princípios. 
De quantas vezes roo a unha. 
Da minha vaidade com meu cabelo. 
Do porque estou quase sempre de preto. 
Das amores que vivi, não, isso eu não vou falar não. 
Das inúmeras vezes que choro sem explicação. 
Do meu calor de noite e o meu frio de manhã. 
Do meu amor pelo mar.
Do desejo de poder parar o tempo quando estou no palco. 
Quero explicar o meu o menino, sei que não vou conseguir. 
Incompreensível, prodígio, apaixonado sempre. 
Não importa. 
Pode ser minha mãe ou meu pai ou a namorada que eu tive por mais tempo ou até o tal Deus. 
Nenhum deles me conhece como eu.
E se você acha que vai sair daqui me conhecendo... 
Desista. 
Mesmo. 
Pode parar de ler. 
Leia os textos de baixo só pra não perder a viagem. 
No fim nem eu mesmo me conheço. 
É bom que assim não enjoo de mim. 
Fico me surpreendendo comigo mesmo a cada dia. 
Nem toda surpresa é boa, não vá achando que sou um príncipe. 
Eu não teria vocação pra isso e assim seria Só um príncipe. 
Se eu vivesse na Idade Média provavelmente me destacaria entre os Bobos da Corte.
E seria muito feliz assim.
Sou com uma mandala do que vai criando aquela poluição de detalhes no centro. 
E é nesse centro que ainda não cheguei. 
Que ninguém chegou. 
Será que alguém pode me ajudar? 
Já me provaram, mais de uma vez, que não. 
Mas não me deixem de lado, continuem tentando. 
Não sei ser só, não costumo estar, apesar de estar agora. 
Não vou sofrer com isso, pelo contrário.
Venho aproveitando o meu "sozinho".
Essa minha solidão nunca dura muito tempo mesmo. 
Bem, vou parar de prolongar o assunto, se eu começar a falar de solidão e logo vou costurando até falar de amor e mulher. 
"Vamos mudar de assunto". 
Eu odeio essa frase. 
Então vamos mudar de assunto. 
Preciso parar de roer as unhas, a cabeça dos meus dedos são grandes e esquisitas, pelo menos Eu acho. 
Eu, Eu.
Eu artista.
Sem função definida, só Artista. 
Assim. 
Vivendo de si. 
Suando pra suar. 
Taí, acho que o Teatro me conhece mais que o tal Deus. 
Notou meu desprezo?
"...o tal Deus"
É que eu sou ateu. 
"Óh, ele ateu". 
Calma não sou nenhum anti-cristo não.
Só gosto de duvidar.
"Sou como um daqueles meninos que desmontam um despertador para saber o que é o tempo." 
Por falar em Tempo, a gente nunca  se deu muito bem. 
Ele sempre teve inveja de mim eu acho.
Ele acha que zombo dele só porque vivo na intensidade de quem está sempre em busca de viver algo inusitado pra um dia contar aos netos.
Acho que é esse meu objetivo de vida: ter a melhor história pra contar pros netos. 
Mas nem sei se quero netos, não sei se quero casar mas tudo bem né, também não sei de cabeça qual a raiz quadrada de 8547 então foda-se. 
Vou falando aqui tá? Se quiser pular essa parte, pode pular, estou só distraindo o cérebro até escrever a partir dos meus impulsos. 
Mas isso sei fazer bem, preciso é distrair os impulsos e pensar um pouco. 
Queria uma árvore agora. 
Uma sombra sobre uma grama verde e macia e um termômetro daqueles de parque marcando uns 28 graus. 
Bem fresquinho.
Na verdade, que tédio seria. 
Já volto, vou tomar café da manhã, alguém me empresta um isqueiro
Pulmões alimentados. 
Continuemos.
Não, não.
Vamos parar por aqui mesmo, preciso conversar com meu violão.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Bom dia...

Ah, você não está mais aqui.
Triste história.

Pelo menos já é dia seis.

As lembranças foram em degradê ficando quase transparentes. 
Fecho um pouco os olhos e até faço força pra me lembrar dos detalhes. 
Mas mesmo assim me lembro. 
E simplesmente me reapaixono a cada flash. 
Uma parada de ônibus que mais pra frente me levou até a pontinha de Copacabana. 
A areia, a Lua, você nos meus braços, dejavu e mil e um desejos brigando pra ver qual se realiza primeiro. 
A partir daí... 
Teus olhos paralelos aos meus.
Abertos ou fechados, não importa, eles estavam perto.
O tom claro da sua pele foi devagarzinho combinando com o lençol.
Fechou sua mala.
Me traga uma lembrança ou algo que eu possa tragar. 
Ou simplesmente volte e quem sabe daqui a gente não cria uma lembrança que me faça escrever um dia. 
A quem diga que estou cego.
Cego está o tempo, não me vê assim e não tem pena de mim.
"Não beba muita cachaçanão se esqueça depressa de mim, sim?" 
A parte da cachaça eu vou ficar devendo mas garanto que não te esqueci.

domingo, 5 de agosto de 2012

Não me julguem, eu tenho os meus motivos.

"...Naquele dia eu quis ter alguém querido me esperando em casa, com uma xícara de chá quente, hmmm, um chá de canela, um abraço apertado. Aquele dia causou umas cólicas existenciais em mim. Eu senti muita falta do corpo dela suando no lençol. Mas quem era ela? Quem era eu, afinal? Senão só mais um, mais um sendo mais um no mundo. Essas coisas solitárias, etc e tal. Eu senti falta da felicidade dela fazendo feliz a minha tristeza. Sei lá, dela toda, sentada à mesa só de lingerie, na ponta dos pés atravessando o quintal. Eu senti tanta falta nela que, nisso, acabei por sentir falta de mim. O ventilador ligado, o barulho das paredes rachando cada vez mais pelas infiltrações. A gente costumava ficar tão doidão, atingir esferas tão altas, que dava pra escutar até as vozes pelas paredes. E eram vozes dos tijolos mesmo, do rejunte, da tinta. Todas as vozes que participaram do processo inteiro até que tudo aquilo existisse. Se a gente não quiser ser feliz, a gente vai querer o quê? Só me ocorre, então, o sorriso dela, os dentes amarelados, o cheiro de cigarro (...)"

É tudo questão de gramática.

Eu
Tu
Ele
Nós
Um ménage, sei lá.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Oração pra evitar abismos

Oh coração,
não magoe ninguém dessa vez,
não se deixe secar,
mantenha teus escudos polidos e mire bem antes de atirar.
Amém.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sem começo, meio e fim.

Passei esses dias dando cada passo torto, mas era só de vez em quando, pra só mudar minimamente o meu ponto de encontro.
Eu me encontrava e partia inúmeras vezes sem saber onde era melhor me abrigar.
Não achei abrigo, talvez tenha achado umas sombras.
Acabei vendo que os braços que eu chamaria de abrigo estão em outros carnavais.
E eu aqui.
No meu carnaval um pouco quadrado e sem muito em volta.
Mas tinha muito por dentro.
No bolinho de gente.
Te levaria pra dentro da roda mais bonita, ou a que combinasse mais com você, dá na mesma, e lá me tornaria rei dos seus quadris.
Que linda dança, pude vê-la várias e várias vezes.
Você estava linda com todos aqueles vestidos, tons de pele e penteados descabelados.
Achei uma meio diferente de você.
Ela até que ficou.
Mas estava só passagem e passou.
Tudo bem, assim meus pensamentos não se dispersam.
Embriagado por aí com os pensamentos pousando sempre no mesmo lugar.
Lugar longe esse.
Numa dessas cachaças acabo te pedindo em casamento com umas letras a mais ou a menos, vai depender do que eu bebi.
Um pouco de sossego garçom, sem gás.
Tem como mudar o canal?
Tem?
Droga... tem...
Não mude.
Eu não quero.
Vamos ver até onde isso vai.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Diário de um bêbado


  • vcoltys
  • ah nsm
  • avila logom aí
  • iksjbh
  • me ´daum beijo
  • vvaralho
  • eu to muito bebado
  • oi
  • tchau
  • vicÇeé ytão çinda

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Virei um escravo

Graças a tua ausência, meus sentimentos começaram a gritar 
Inchiridos... 
Tem sentimento aqui que mal chegou e já quer mandar em tudo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Fiz pro ensaio de terça

Eu estava em êxtase.
Suando álcool. 
Hipnotizado pelas luzes e descobrindo novos motivos que me fazem desejar uma mulher. 
Ah, as mulheres... 
Esquisitas mas tão sedutoras. 
Meu corpo não queria ficar parado. 
Meu coração batia forte. 
Eu estava feliz, muito feliz. 
Estava com as pessoas certas, na hora certa, bêbado na medida certa. 
Eu ficava olhando tímido aqueles cabelos dançando de todos os lados. 
A música foi me contagiando. 
Entrei na roda. 
Puxei uma, puxei outra, puxei um, puxei outra. 
Eu me sentia completamente seguro, não tinha como eu errar, o que era erro logo era moldado e virava arte. 
Parecia ter um imã entre minha boca e a boca das bailarinas. 
Mas eu me podei, deixei o imã do lado oposto, me comportei, quem sabe depois. 
Botei minha coxa entre as pernas alheias. 
Senti de perto o cheiro de cada pescoço feminino. 
Parei um pouco e pensei nela. 
Linda.
"Onde ela deve estar agora?" "Será que ela ta pensando em mim?".
Mas eu não estava alí pra isso, eu estava na roda, vamos dançar. 
Abraços amigaveis alí, uma dose aculá. 
Um "eu te amo" pra cá, outros pra lá. 
Samba, ragga, axé, funk, zouk, forró, tudo. 
Meu pé começou a doer... 
Tudo bem, a festa já estava perto do fim. 
Pra mim... 
Peguei carona. 
E estava com um sorriso no rosto, não pensava muito no mundo. 
Eu não pensava em nada.
Eu só olhava brasília e ficava feliz. 
Cheguei em casa e fiz coisas que um bêbado faz diante de um computador. 
Enfim. 
Tem muita coisa que eu não lembro ou que não me lembro agora. 
Só sei que capotei.

Eu ponho título depois que a história acaba

Vamos. 
Ponha o pijama, fume um cigarro, pegue a água, ponha o cinzeiro no banheiro, feche a porta, feche a porta direito, apague a luz e acenda o abajur, ligue a televisão, deixe no modo "sleep", mergulhe no seu mar de edredons calorentos e tente não lembrar de mim.
Não deu muito certo não é? 
Eu sei como é.
O que é meu agora é meu.
O que é seu agora é seu.
O que é Meu e Seu vou passar a chamar de Nosso por enquanto, é menos poético.
Um dia pretendo chamar de Bons Tempos.
E foram, que fique claro.


Sabe o que eu acho?

Coisas perdidas...

domingo, 22 de julho de 2012

Primeiro amor

Intenso. Muito intenso. Mais intenso do que realmente era. Hoje nós dois sabemos disso.
Te deixei pegar o ônibus e ir embora. E você foi. Tudo escureceu. Os tempos de piquenique no parque da cidade se foram, se apossaram de outro(s) casais. E pra matar o que estava me matando fui te buscar em outros corpos e acabei achando coisa muito melhor por lá, outras idéias, outros lábios, outros olhares, outras unhas pra arranhar minhas costas.  
Lá vem aquele papo de promessas em vão. Que vida doida. Tente chamar minha atenção agora, pra ver se sou realmente eu, -não crie expectativas- aqui o celular pega. O que está esperando? Talvez seja eu que esteja fora de sinal.
Nesse tempo eu não sei por onde você andou, a quem se entregou, por quais motivos você riu, o que andou bebendo, não sei de nada. Quem é você? O perfume que você usava deve ter acabado, talvez seja isso.
Encontrei uma rota pro amor, levei as malas pro fusca lá fora, no teu corpo eu fui chuva, te deixei voltar a fazer o meu feijão pra eu lavar a louça mas infelizmente desaprendi a ser nós dois pra ser eu mesmo e não é de hoje.
Melhor assim. Melhor aqui.
Se um dia você se encontrar com aquela simples menina dos olhos d'agua, diga que é ela que eu amo. Não você. Eu acho.

Como pode eu não sei,

Mas agora eu serei peixe e você será o lado de fora da água fria.

Nessa noite,

Só me faltaram os teus quadris.

sábado, 21 de julho de 2012

Não me leve a mal...

É que eu te escrevi em uma linha só. Já é o bastante.

Achei aquela presilha preta

Você, com a minha ajuda, se fez fria e distante.
É agoniante passar por você e sentir arder a ferida, que nem arde por saudade ou por qualquer tipo de "vazio" deixado e sim por ter escrito o final de qualquer jeito.
Que nem esse texto.

Paraíso.

Onde nada foi, um dia será. Será?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Meu e seu particular. Sei lá.


"Descartar Rascunhos.

Estou tão fraco. Com tanta vontade de sumir daqui. Tão sem motivos para chorar, mas sem conseguir impedir os soluços. Tão vazio de sentimentos, e ainda assim, tão à flor da pele. Preciso tanto te mandar embora. Preciso mais ainda que você me deixe. Que não volte, desapareça. Eu não sei para onde eu fui, nem como me reencontrarei. Mas eu só peço que, por gentileza, você se vá. Não fantasie ou ritualize qualquer tipo de despedida. É desnecessário, e masoquista, dar atenção a algo que não vale mais à pena. Que passou, e só nos tirou do eixo. Sentirei sua falta: ou algo outro que cause uma qualquer-turbulência. Alguma coisa que não nada. Algo que me faça estender os braços e pedir aos céus por uma explicação. Foi-se o tempo. Principalmente o nosso. E, com ele, a vontade de ser mais e melhor. Eu, antes, percebia o desenho das nuvens, o orvalho, o canto dos pássaros. Antes eu escrevia sobre coisas belas, sobre as coisas todas. Nada me escapava. Eu ficava de pé e o mundo levantava para me aplaudir. Ou apostar qual seria o lugar mais adequado para uma cicatriz futura. Eu conseguia me colocar de pé independente do que se apoiasse em minhas costas, me puxasse pelos cabelos, segurasse meus pés. Eu sinto falta de mim! E não é de hoje. Até então não conseguia reagir. Perceber-me em falta comigo mesmo foi o que induziu este coma. Esta reclusão. Perceber-me não mais obstante a minha falta em vidas alheias, mas tão condizente com isto, que ausente, inclusive, comigo. Eu me satisfiz, por anos, em poder seguir atrás das migalhas que você deixava cair pelos seus próprios caminhos. Não quis, não tive - já não sei - maneiras de me conter. Acabei me tornando tão só que não me sentia mais à vontade na minha própria presença. Talhei meu corpo de acordo com suas lacunas. Concordei com suas ausências. Mutilei-me até aceitá-las completamente. Tantas vezes precisei explicar que, mesmo a ciência dos fatos, não bastava para me impulsionar a sair disto. Digo, daquilo. Chega um momento em que, a menos que seja impedido, a pessoa já terá entrado tanto em sua vida, que a vida que era sua, passa a ser totalmente dela. E aí você está fodido, mais do que nunca, acabado. E a culpa é, justamente, de quem jurou te proteger de tudo para sempre. Você volta a ser menino, mas com as dores de gente grande. Que as pessoas se tornem menos egoístas, espero. Que qualquer coisa flua sem precisar prejudicar nenhuma outra. Quanto a mim: "Sou como um daqueles meninos que desmontam um despertador para saber o que é o tempo", e que desmontam um boneco para saber o que ele sente por dentro. Sei que nunca mais deixarei de ser-me. Que nunca mais me deixarei por preferir um outro. Que nenhum encontro será por acaso. E que nenhum amor verdadeiro será 'por enquanto'."

Fonte: www.comascartasnamesa.blogspot.com

terça-feira, 17 de julho de 2012

Não existe "não ver o tempo passar" quando você quer que ele voe.

Viajou.
Sem mim.
Foi isso que você fez.
Só isso. 
O que não é nada demais.
Nada demais até inventarem a saudade. 

"A saudade engana tão bem que parece amor." - Fabrício Carpinejar.

É engraçado como você pode ir, dizer sim, dizer não, não dizer nada se quiser. Você pode, tem todo direito. Meu papel é te olhar, me encantar e perguntar se você aceita um copo d'água.
Já não é a primeira vez mas eu sonhei com você, você finalmente chegava, saía do elevador e vinha desfilando pelo corredor até minha porta. E eu, enquanto te elogiava pra mim mesmo de olhos fechados e deixava minhas mão passearem, te beijava. Pausa pro brega, silencioso e sincero momento olho no olho. Silêncio. Só aí quis saber os detalhes da viagem. Fim.
Aliás, eu ando me mexendo muito enquanto durmo. Quando durmo. Deve ser a cama me pedindo pra deixa-la como você deixou antes de ir.
Ás vezes tento me distrair com boemia e suas regalias. Porém. A cachaça com sua fama de amenizar a dor saudável de uma boa lembrança, dia dez por exemplo, está quase sendo processada por propaganda enganosa.
Eu não sei o quanto disso sou eu e não sei o quanto disso é você, queria saber em que lugar disso é "a gente". Mas aí já to querendo saber demais também. Perderia a graça.
Eu não posso fazer nada além de esperar e ler o que você anda escrevendo. Triste história. Esperar vira sinônimo de soda cáustica.
Os dias ficam longos.
Mas tudo bem...
Não se preocupe, eu estou pensando em você.
Você não precisa dizer o que está pensando, já me acostumei com isso, só peço que faça um barco de papel com todos os guardanapos, panfletos e notas fiscais que achar, assim fico mais tranquilo.
Até a vista.

Noite de Quintas.

Eu passo aí depois beleza?
Beleza.
22h
Chegou.
0h
Conversa, prensa, abre mais uma. Só papo bom.
Mas como tudo que é bom dura pouco: a cerveja acabou.
3:03h
Tô com fome.
Vamos comprar mais 6 cervejas e ir pro Mc?
Porra, 6 cervejas?!
Tá, só 4.
4 é bom.
É porque eu bebo pra ficar bêbabo não pra gastar dinheiro.
Eu intendo.
A gente vai e volta rapidão.
Vamo nessa.
Foram. 

Antartica, Stella, Heineken e Heineken.
O Mc ta fechado.
Tem o subway.
É, vamo pro subway.
Lá a gente pode parar e conversar.
Dito e feito. Conversaram, conversaram, conversaram.
"Acho que ia dar certo"
Comeram.
Conversaram.
Mijaram no mato.
5:15h
Vamo pra um lugar ver o Sol nascer?
Sério?

É, eu sei um lugar legal (só não sei como chega lá)
Então demorou.
Procuraram. 
Não acharam.
Vamo pra prainha?
Vamo.
O Sol nasceu. Pro dia nascer feliz.

Uma visão inesquecível. O simples imaginar me fazendo arrepiar.
Olho no olho: "Você é linda" é o que a gente quer dizer.
Dois apaixonados pela vida e pelo o que ela tem a oferecer.
6:40h
Vamo embora?
Vamo... vamo tomar café em algum lugar?
Claro!
6:55h
Um misto e um "chocolate quente" de 300.
Um misto com ovo e uma água sem gás.
7:20h
Boa noite.
7:35h
Terminei de escrever.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

KÖIZEEÑADAWYDA


"O Homem Cor-de-Rosa


Ele era um cara esquisito, gostava de um fio-terra
Se ligava em hidratantes e nas coisas do coração
O importante em seu quarto era a decoração
Curtia Lulu Santos, Adriana Calcanhotto e programas como Malhação

Um dia, no intervalo, uma chamada lhe chamou a atenção
Um menino como um penduricalho no carro, se arrastava dentre a multidão
Tirando a enxurrada de sangue o que viu achou uma curtição
Pois onde faltava pele ficava um tom pink, tudo de bom!

Pediu para o seu "parceiro" fazer-lhe então um favor
Acompanha-lo ao banho para provar seu amor
Foi assim que com um pouco de soda cáustica e bombril
O rapaz se tornou a biba mais rosa desse Brasil

O problema foi o desconforto naqueles primeiros dias
Pois ai invés do vibrante rosa seu corpo ficou totalmente coberto por casquinhas
Ouvia gritarem "cocozão" toda vez que passava um carro
Porque com aquele aspecto parecia que Deus tinha pago um barro

(refrão)
Por isso eu digo:
tem males que vem pra bem, por mais que possa arder e seu corpo fique parecendo um cocô gigante
É essa gente insensível não sabe mesmo o que é ser elegante
Existe sempre uma alternativa para mudar esse mundo obscuro
Se você é uma borboleta, a casquinha de ferida é seu casulo
Seja rosa
Seja rosa
Seja rosa"

Fonte: http://coisinhadavida.blogspot.com.br/