Cresçam dinossauros no estômago! Mostrem o que vieram fazer aqui e porque foram comparados a delicadas borboletas. É que tua ironia, teu olhar sei lá que ângulo e teu meio sorriso me devoram, sem delicadeza, de dentro pra fora. Sabe um monte do complicado mundo e tão pouco sabe de mim, das legendas de cada caras e bocas que faço, de como sou medroso no jantar e corajoso nas ruas, alegre quando pulsa e infeliz com a rotina, rei dos foliões e bobo da corte dos meus amores e também de ti. Sou também louco apaixonado. E só louco também. Não acredito em Deus nem no silêncio. O silêncio conversa, se funde, vira música com direito a solo e tudo. Faz trilha sonora pro beijo que lhe dou na coxia enquanto o diretor fala e grita no meu ouvido na hora de dormir me fazendo pensar que eu poderia ter ficado mais um pouquinho no carro. Não corro de ti, se for pra ser embaralhado assim, que seja assim e não tenho o que reclamar pois quem ta enrolada é você que tem assento preferencial na minha cabeça que tem cada dia mais assentos preferenciais pra te acomodar melhor, pra se o Sol estiver muito quente de um lado, tem um assento na sombra fresquinha, pra você ficar quietinha enquanto penso em você, fique aí, fique aqui, pode até ir dar uma volta por aí mas já é tarde, tua caminhada me causará ciúmes, volte. E fique. Não tenha medo, e não se cobre, não quero ninguém pra me fazer feliz, não preciso de ninguém pra isso.
Só te quero, porque quero, por querer.
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