Naquela última vez houve um arrepio um pouco diferente, um olhar tão profundo que seria possível te deixar nua com ele, uma espécie de câmera lenta no tempo, fui me rendendo ao que estava sentindo, fui cedendo, típico de um libriano, fui atingido e senti prazer em sangrar.
Lhe disse tantas coisas pra mim mesmo em um cotidiano beijo de despedida, pensei em tantas coisas que até dei um sorrisinho de canto quando escrevi essa parte. Quando fui dormir, o cobertor, o travesseiro e o colchão até deixavam o ato de dormir confortável mas faltava você entre onde você quisesse estar, na posição que não lhe desse tanto calor ou na que lhe desse mais arrepios e a partir daí durma bem fulô, ou não durma, monte em cima de mim, me arranhe com força, prometa no fim não ir embora, me abrace, por favor me abrace.
Não precisa dizer nada, só seja sincera em cada gesto, sem medo, com gosto, brinca comigo vai, do que você quiser, eu só ponho uma única regra: se um dia eu te ver sofrer, mesmo que minimamente, por minha causa, eu me retiro imediatamente.
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