Não tem jeito. Algo existe. Algo que me deixa em paz. "Que me faz acordar absorto em excessos próprios." Algo inconveniente também. Mas existe. E é bom. Existe também um certo bloqueio, uma malaxofobia, um chega pra lá mas que logo contrasta com o vem mais pra cá. É excitante. É sem pressa. É indiscutível. É arriscado e frio. É dois. Dizer que sei onde estou é cedo. Pra fugir, já passou da hora. O que importa é que você me faz bem. Me fez bem. De repente. Lá estava ela, desconhecida, se apossando de lugares que ela nunca foi chamada, arrumando e decorando tudo do seu jeito e no seu tempo. Santa Maria da precisão. Acertou em cheio, e eu nem vi, quando vi era tarde, pisquei o olho e já estava em outro lugar. Maldita paixão, mal posso ver seus movimentos. Eu fiz a minha parte, atirei sem dó, de metralhadora, eu tremia enquanto atirava. Ainda hesito. Escolho o que dizer pensando demais até demais. Me escondo e depois me pego com cara de mongol pensando: por que estou aqui? Não faz sentido me esconder. É perda de tempo...
Voltando ao presente... Está acontecendo um temporal, forte, forte mesmo, acho até que você vai me deixar quando perceber o mau tempo. Será tudo que eu menos preciso. Qualquer tipo de reação é completamente aceitável. Não tenho mais o que dizer agora, estava só amaciando o terreno. Minha cabeça anda a mil. Explodindo. Estou completamente sem ter onde pisar. Melancólico pelos cantos com razão. Desesperado. Tomei um tapa, servido. Ainda boquiaberto. A ficha não caiu. Aaah! Preciso respirar.
Sinceramente... Ainda bem que você existe.
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