É o frio. É o vazio. É a falta de um passo largo. De um "oi" arroxado. Ou de um "boa noite" sofrido. De um querer bem. De exposição de saudade. De mata-la descaradamente. De um elogio espontâneo ao pé do ouvido. De lhe dar amor, como os das novelas. De escrever teu nome no box do banheiro. De saber o nome inteiro da sua mãe. De lhe abraçar na varanda e deixar nossos olhos fechados, nossa imaginação e os teus cabelos dançarem uma valsa com o vento numa madrugada fria. É tempo. Tempo demais. Tempo demais até aqui. Tempo de menos pra dizer aonde ir. Tire os sapatos. Se esfrega em mim feito uma esponja áspera. E isso é uma ordem. Me dê arrepios. Vem. Nem com pressa de mais, nem com pressa de menos. Faz assim: vem devagarzinho mas promete ficar até mais tarde quando chegar? Traz qualquer coisa só não esquece do sorriso. E de me olhar fundo. E de me pressionar na parede. E de me beijar forte. E de...
(...)
Quanto passarinho lá fora. Que rosa linda. Eu nunca tinha analisado o horizonte da minha janela. As nuvens... A silhueta daquela árvore seca. Quanta coisa bonita. É cedo pra te incluir nessa lista? Existe um tempo mínimo pra começar a amar alguém? Que absurdo. O amor não vem com o tempo. Ele vem com nada. Ou vem com tudo. Ou simplesmente não vem.
que belo! queria poder dizer mais, mas me não me sai mais que "que belo"...
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