terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Drama

Pare tudo, e desse tudo, joga tudo pra cá que eu vejo se faço um câncer, como tenho feito com tudo. Eu corro corro corro, bato com a testa no viaduto, só pra perceber que não é só de braços fortes que se faz um homem, e mesmo se for, um simples menino não pode ter braços tão fortes assim, até pode mas eu não.
-Eu não.
Tinta vermelha pela casa toda e um veneno fedido pra complementar. Já chega! É hora de alguém cuidar de mim, trocar os tapetes por uns que sejam de veludo e falar uns cinquenta "calmas" por dia. Eu quase morro sem ar, ou do coração, ou de sede, ou de puro suicídio mesmo. Puro suicídio mesmo. É a calma, que não combina comigo mas que vem assim mesmo, pra criar problema, inchar meu câncer, roer meus ossos, e faz tudo isso com a maior calma do mundo. Ingrata! Vadia! Vai embora vai! Me deixa morrer depressa, como eu me propus a morrer, sem ninguém, com a cabeça a mil, causando sofrimento em tudo quanto é gente que eu nem me lembro o nome.
E não to com a menor paciência pra lembrar.

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